Assistência Social Beneficente de Resgate e Amparo à Criança

Criança precisa de limites que a protejam

Dar limites é…

Ensinar que os direitos são iguais para todos.

Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.

Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.Dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário.

Só dizer “não” aos filhos quando houver uma razão concreta.

Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (conviver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).

Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).

Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).

Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando -se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.

Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.

Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.

Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente: Dar exemplo! Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia a dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.

Dar limites não é…

Bater nos filhos para que eles se comportem.

Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.

Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.

Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.

Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a “lei do mais forte”.

Gritar com as crianças para ser atendido.Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.

Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.

Toda criança tem capacidade de compreender um “não” sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este “não” tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.

O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.

Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum.

 

Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.


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1 Comentário
  1. É isso mesmo tem,os que impor limites senão as nossas crianças vão ser terriveis…………….

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