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Vencendo a Depressão – Parte I

 

Dentre as tantas maravilhas existentes, a vida é a principal, e com sua complexidade, beleza e mistério, convocam os cientistas, poetas e as pessoas mais sensíveis, à admiração, ao espanto e a paixão inexorável. A vida carrega em si mesma toda potencialidade capaz de responder positivamente as situações mais adversas e conflituosas, superando as barreiras e limites. Na própria vida existem os elementos necessários para superar os desafios que vão surgir em nossa trajetória, ou melhor, são os desafios, conflitos e crises que despertam as potencialidades da vida que busca sempre sua autoconservação.

Os desafios são para a vida a oportunidade para atualizar toda sua potencialidade de sucesso. Somos seres humanos munidos dessa grandiosa capacidade de autossuperação, o que nos torna seres extraordinários.   Cada pessoa com suas particularidades carrega tudo o que vai precisar em sua vida para responder aos desafios e superar-se em momento de crise e conflito. O criador, Arquiteto e Engenheiro dessa complexa máquina, teve todo cuidado de nos formar com essa incrível capacidade de superação, resistência, adaptação e rupturas, organização e desorganização e resiliência para o bem da vida.

Diante de tudo o que foi falado, resta perguntar: por que tantas pessoas quando são acometidas pela depressão sucumbem, se entregam e vivem dependentes das drogas, lícitas e/ou ilícitas? Em primeiro lugar destaco com fundamental e determinante o autoconhecimento, o conhecer-se a si mesmo. Nossa cultura e a formação cultural que forjou Cada um de nós, nos torna potenciais doentes e dependentes químicos. Nossa tradição cultural está enraizada no processo de coisificação das pessoas, que é o processo de negação do eu, que consequentemente criam seres escravos do consumismo, que sustenta a tese: “eu tenho eu sou”. A busca desenfreada pelo ter para ser corrói e elimina a capacidade de suportar e resistir, enfrentar e vencer os desafios e as frustrações diante dos insucessos na vida. A relação natural onde às pessoas deveriam ter o controle sobre o mundo das coisas, dos objetos, se transformou de tal modo que temos atualmente a realidade inversa: o mundo das coisas e dos objetos dominando as pessoas. As coisas e objetos ganharam vida e se humanizaram enquanto as pessoas se desumanizaram e estão perdendo suas vidas.

Precisamos imperiosamente reassumir o controle, caso contrário, continuaremos subordinados ao mundo superficial, fictício e fantástico dos objetos. Para exemplificar essa situação e ficar mais concreta pense como as pessoas mudam e mudaram com o advento massivo das tecnologias. O celular, a televisão, o computar e as redes sociais e outros objetos que deviriam ser meios para os fins da sociabilidade, da comunhão e harmonia familiar, para o cultivo da amizade, em fim, para a boa e pacífica convivência, mas o que percebemos é o distanciamento, o esfriamento, a apatia, a concorrência predatória, o medo do outro, e a segregação, o desfazimento dos valores que sustentam e estruturam a sociedade. Conhecer a si mesmo é encontrar o caminho da emancipação desses sistemas controladores, e é encontrar a autonomia e a humanidade tão necessárias a afirmação da existência humana.


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